Pastor e deputado Federal Jurandy Loureiro
O deputado das Assembleias de Deus
“Ovelha é uma coisa, eleitor é outra completamente diferente ”
Para muitos a relação entre a igreja e Estado deve ser de neutralidade. Para outros a igreja não deve interferir na política. Mas há aqueles que defendem uma maior participação dos irmãos nas questões políticas como forma de influenciar positivamente na escolha de políticos que de fato possam contribuir para a transformação da sociedade. Nesta edição entrevistamos mais uma vez o deputado federal e pastor Jurandy Loureiro (PSC). Veja o que ele pensa a respeito do assunto.
A Noticia - Na opinião do deputado, qual é o papel dos evangélicos neste momento em que os partidos estão a definir alianças, coligações e candidaturas?
Jurandy: É um momento de oração. Esse processo é muito complexo e cheio de armadilhas, para o homem que tem um compromisso com Deus, o melhor é buscar dEle a direção para todas as coisas , para não ter de que se envergonhar depois e cair em situação difícil, pois não se deve fazer alianças a qualquer custo.
O que o deputado acha de político que se passam por “crente” em época de eleições?
Acho que o político que tem projeto e ética não precisa se fazer de crente para buscar apoio dos evangélicos, mesmo porque ninguém pode se passar por aquilo que não é por muito tempo.
O povo de Deus é muito serio e não se engana facilmente. Fico triste com quem faz isso, porque terá que prestar contas a Deus. Ovelha é uma coisa, eleitor é outra completamente diferente.
O deputado acha que a igreja precisa de representantes na política?
A igreja, enquanto Instituição divina, organismo e Noiva de Cristo, não precisa de representantes para defendê-la. Mas a igreja, enquanto organização, pessoa jurídica, com direitos e deveres, esta sim, precisa de bons representantes, pessoas de bem, responsáveis e que possam dar testemunho da Verdade de Cristo.
Na sua avaliação, qual seria o melhor perfil para o futuro chefe do executivo, em nível nacional e estadual?
Olha, eu entendo que o perfil ideal do futuro chefe do executivo, nos planos nacional e estadual, é o de uma pessoa idônea, vocacionada para o exercício dessa missão, com espírito empreendedor focada em políticas públicas, que viabilizem o desenvolvimento sustentável, a segurança dos cidadãos, o resgate da cidadania e a promoção humana.
A participação dos evangélicos na Câmara e no Senado Federal tem provado que o crente pode influenciar em muito na defesa da moral e da dignidade da família e da sociedade. O que mais pode ser feito pelos parlamentares para a construção de um país melhor?
Buscarmos ser maioria, para que leis que venham trazer prejuízos para o bem-estar da sociedade ou comprometer os valores morais da família não venham prosperar. Os parlamentares são representantes de grupos ou de segmentos da sociedade e por isso precisamos nos unir para o bem-estar social da família brasileira.
O deputado é candidato a reeleição em outubro?
Eu tenho dito sempre uma coisa para todos que me fazem essa pergunta: não posso mudar os planos de Deus para minha vida, pois foi Ele que há dezoito anos me chamou para a vida pública e se esta é a vontade dele, continuarei firme no propósito que me foi designado a cumprir.
|